Nas profundezas das matas virgens, onde o silêncio fala e a natureza impera, reside a força de Oxóssi. O Orixá da caça não busca apenas o sustento material, mas a busca incessante pelo conhecimento e pela evolução espiritual.
Com seu arco e sua flecha (o Ofá), ele nos ensina a ter foco, paciência e a precisão necessária para atingir nossos objetivos. Quem caminha sob a guarda do Rei de Ketu nunca fica sem o pão e nunca se perde na mata da vida.
Oxóssi é a expansão. Ele é o Orixá que habita o lado de fora, o desbravador que conhece cada trilha e cada erva medicinal. Na Umbanda, ele é o chefe da Linha dos Caboclos, espíritos ancestrais que trazem a cura e o conselho através da força da natureza.
Pedir a Oxóssi é pedir por fartura em todos os sentidos: fartura de comida na mesa, de ideias na mente e de saúde no corpo. Ele é o grande equilibrador, lembrando-nos sempre da importância de respeitar a fauna e a flora, pois ele é o próprio espírito da floresta.
Seu dia é a quinta-feira, e suas cores vibram entre o verde das folhas e o azul do céu que se vê por entre as copas das árvores. Cultivar Oxóssi é cultivar a observação e o silêncio sagrado.
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"A flecha de Oxóssi nunca erra o alvo. Okê Arô!"
Quem nunca ouviu o riso franco ecoar na encruzilhada ou sentiu a proteção de quem caminha com leveza até nos momentos mais difíceis? Seu Zé Pilintra não é apenas uma entidade; ele é o mestre da cintura desprendida, o advogado dos pobres e o amigo leal de quem tem fé.
Muitos o confundem, mas poucos conhecem verdadeiramente sua essência. Vestido em seu terno de linho branco e gravata vermelha, ele guarda um segredo poderoso que pode abrir os seus caminhos.
Diferente do que muitos pensam, Zé Pilintra é uma entidade de luz e caridade. Originário do Catimbó nordestino e acolhido pela Umbanda carioca, ele é o espírito de um homem que viveu intensamente. Ele ensina que a "malandragem" não é trapacear, mas sim ter jogo de cintura para desviar das pedras que a vida atira.
Ele é invocado para proteção contra inimigos, abertura de caminhos financeiros, cura de vícios e harmonização familiar. Seu Zé não julga; ele acolhe. Com seu cigarro e sua bebida, ele manipula as energias densas e as transforma em axé puro para seus afilhados.
A conexão com Seu Zé exige simplicidade e coração aberto. Ele gosta da sinceridade acima de tudo. Acender uma vela em sua homenagem não é apenas um ritual, é um pedido de clareza mental e proteção nas andanças da vida.
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"Quem me protege não dorme. Salve a Malandragem!"
Quando o atabaque repica num ritmo mais solto e a energia do terreiro se enche de vivacidade, sabemos que eles estão chegando. A Linha dos Baianos na Umbanda representa a força do povo brasileiro, a mistura de raças e, acima de tudo, a alegria que supera qualquer dor.
Mas não se engane com o sorriso largo e o jeito descontraído. O Baiano é doutor em "desatar nós". Com sua conversa mansa, ele quebra demandas pesadas, afasta a tristeza e traz uma solução prática para os problemas da vida.
Os Baianos são entidades que viveram em diversas regiões do Nordeste, não apenas na Bahia. Eles nos ensinam a ter "jogo de cintura" para lidar com as adversidades sem perder a fé. São exímios conselheiros, diretos e amigos leais.
Trabalham muito no auxílio a empregos, causas difíceis e limpeza espiritual. Utilizam o coco, a batida de pé firme e o dendê para queimar as energias negativas. Ter a proteção de um Baiano é ter a certeza de que, por mais que a tempestade balance o coqueiro, ele não cai.
"Bahia, ô África... Venha nos ajudar..."
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"Quem tem Baiano, tem tudo! Salve a Bahia!"